Quando falamos de contractualismo, pensamos sobre três grandes nomes da Idade Moderna: Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Ambos entendiam que a formação da sociedade moderna, estava estabelecida em uma relação contratual firmada em tempos imemoriais, onde o ser humano deixava o seu estado natural/primitivo para viver debaixo de um pacto garantidor de seus direitos.
Para Thomas Hobbes, o homem em seu estado natural era vil e vivia em constante guerra, podendo atacar e ser atacado a qualquer momento (“O homem é o lobo do homem“). Por conta disso defendia um Estado forte, garantidor de ordem e segurança, suas ideias têm como base a sua experiência vivida na Inglaterra do século XVII, onde ocorriam as revoltas burguesas, as quais o fizeram defender esse poder rígido garantidor de paz e controlador de rebelião, representado no Estado.
Enquanto a John Locke, que também acreditava que o homem precisava de um contrato social que garantisse a paz e segurança, além dos direitos civis, tais como propriedade privada, tal qual era inerente e inalienável. Todavia, diferente de Hobbes, para Locke o homem não vivia em constante guerra e não era necessariamente mau, sendo o Estado àquele que garante a propriedade privada, porém caso esse falhe, os cidadãos têm o direito de se rebelarem. O poder vem do povo.
Já para Jean-Jacques Rousseau, o homem em seu estado de natureza era bom, piedoso e vivia em harmonia, porém ao firmar o contrato social, permitiu que o Estado o tirasse essa sua liberdade, fazendo com que a sociedade se corrompesse. Então para redenção da mesma era necessário, que os homens se submetessem a “vontade geral” e firmassem um novo pacto. Suas ideias percorreram a Europa e deram início a pensamentos iluministas, que culminaram na formação dos Estados Modernos dos quais conhecemos hoje em dia, aprimorando a ideia de democracia.
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Texto de: BARROS, Leonardo.
Fonte: https://www.google.com.br/amp/s/www.todamateria.com.br/contratualismo/amp/
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