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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Devemos superar? Escravidão indígena e africana no Brasil

A escravidão indígena foi perdendo forças devido a dificuldade em encontrar nativos, fato que forçou o homem escravizador, a enviar caçadores (bandeirantes) para o interior do país, já que no litoral muitos haviam sido mortos pelas doenças trazidas pelos europeus ou pelo simples assassinato.

E com a chegada dos jesuítas, a igreja passa a defende-los, dizendo que os indígenas são ´´homens`` que desejam conhecer o catolicismo.

Em 1570 a coroa permite a escravidão em alguns casos, como prisioneiros de ´´guerras justas``, guerras feitas contra tribos hostis, ou canibais. Caso contrário estariam livres.

A escravidão africana foi mais explorada, chegavam centenas de africanos aos portos trazidos pelos navios negreiros. E esses tinham contato há um tempo com os europeus no continente africano, dessa forma seus corpos já produziam anticorpos contra as doenças trazidas por eles.

As chances de fugirem e não serem achados eram menores do que a dos indígenas que já conheciam o território. A igreja católica defendia esse tipo de escravidão alegando que esses teriam a salvação de suas almas quando fossem trazidos para América e deixassem seus antigos deuses em África e se convertesse ao catolicismo.

Texto de: Grazi Carvalho

Referências Bibliográficas: O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul. Alencastro, Luiz Felipe de, 2000.

Monteiro, John. Os negros da terra. A transformação da São Paulo Indígena. São Paulo: Cia das Letras. 1996. Cap 2

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